Representação x experiência pessoal
08:09:00
Um dos grandes dilemas de um arquiteto ou estudante de arquitetura é como representar suas ideias de forma eficiente e fácil de ser entendida. Atualmente é possível criar representações que enganam e passam por reais, mas isso é principalmente através de imagens, fotografias de casas e prédios que não existem. Quando pensamos em representar todas as sensações que um ambiente pode passar não estamos falando apenas de visão. Estamos em um lugar significa ter estímulos de todos os sentidos e esses estímulos variam bastante com o tempo, proporcionando sensações diferentes em um mesmo lugar em momentos diferentes. A experiência que fizemos no parque municipal é um exemplo. Antes de ir lá nós "conhecemos" os arredores percorrendo através de Google StreetView, que é uma forma de representação bastante eficiente. Já quando chegamos fisicamente ao local a sensação é outra. Além de mais completa é bem mais mutável. Uma simples brisa já cria uma experiência nova e muito mais complexa do que a que acontece através da representação. Estar no lugar já o muda, pois antes ali não havia a nossa presença, o que afeta quem observa e caminha pelo espaço.
Em um ponto da discussão que fizemos pontuaram sobre o que aconteceria se houvesse uma maneira de se fazer presente no espaço e ter todas as sensações imediatas que acontecem nele sem estar fisicamente lá. Com a quantidade de tecnologias que o ser humano tem é possível pensar em algo do tipo e suas utilidades. Entretanto, isso desafia a nossa atual concepção de realidade. Algo assim poderia ser usado para criar realidades alternativas e ser uma ferramenta precisa para criação de representações. A questão levantada é, se temos algo que é idêntico à experiência pessoal, para que a própria nos serviria.
Em um ponto da discussão que fizemos pontuaram sobre o que aconteceria se houvesse uma maneira de se fazer presente no espaço e ter todas as sensações imediatas que acontecem nele sem estar fisicamente lá. Com a quantidade de tecnologias que o ser humano tem é possível pensar em algo do tipo e suas utilidades. Entretanto, isso desafia a nossa atual concepção de realidade. Algo assim poderia ser usado para criar realidades alternativas e ser uma ferramenta precisa para criação de representações. A questão levantada é, se temos algo que é idêntico à experiência pessoal, para que a própria nos serviria.
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