Pesquisa sobre o Museu de Arte da Pampulha
02:06:00
Com o intuito nos situarmos sobre o contexto histórico do local antes da visita, os professores pediram que fosse feita uma pesquisa que contemplasse a arquitetura modernista, os arquitetos desse período Oscar Niemeyer e Le Corbusier, o complexo da Pampulha, entre outras informações relevantes.
Arquitetura Modernista:
O que melhor caracteriza a arquitetura moderna é a utilização de formas
simples, geométricas, e desprovida de ornamentação, valoriza-se o
emprego dos materiais em sua essência como o concreto aparente, em
detrimento do reboco e da pintura.
A grosso modo, pode-se dividir os
arquitetos em dois grupos: os organicistas, encabeçados por Frank L.
Wright, que dizia que o edifício, assim como um organismo vivo, precisa
crescer a partir de seu meio, deve partir da função para a forma, ao se
olhar para uma construção desse tipo é muito fácil saber a que se
destina. A obra mais famosa de Wright é a Casa da Cascata, em Bear Run. A
casa está implantada sobre a cascata, que pode ser desfrutada de seu
interior. É impressionante a integração da casa com a natureza;
Já os
funcionais, da escola de Le Corbusier, subordinam a função à forma, porém,
nos dois tipos, a forma está em harmonia com a função. Le
Corbusier é o autor do Le Modulor, conjunto de estudos que visa mesurar
o homem e suas atividades, criando assim o conceito de ergonomia, o
desenvolvimento de seu pensamento faz com que ele proponha a casa como
“máquina de morar”. Já a
cidade passa a ser projetada de forma integral.
Le Corbusier:
Sua principal preocupação era a funcionalidade. As edificações eram projetadas para serem usadas. Definiu a arquitetura como o jogo correto e magnífico dos volumes sob a luz, fundamentada na utilização dos novos materiais: concreto armado, vidro plano em grandes dimensões e outros produtos artificiais. Uma de suas preocupações constantes foi a necessidade de uma nova planificação urbana, mais adequada à vida moderna. Suas ideias tiveram grande repercussão no urbanismo do século 20. Foi o autor do Plano Obus, para reurbanizar Argel, capital da Argélia, e de todo o planejamento urbano de Chandigarh, cidade construída na Índia para ser a capital do Punjab.
Le Corbusier introduziu através de sua teoria, os cinco Princípios Arquitetônicos. São eles:
Planta livre – que consiste numa planta sem pré-definição de ‘espaços’, onde só são projetados os pilares; a planta não precisa seguir a estrutura e conforma o espaço independentemente;
Teto terraço – para Le Corbuiser, o telhado era um espaço arquitetônico desperdiçado, em função disso, o arquiteto criou uma laje que se estrutura e possibilita o aproveitamento do terraço como uma área livre, composta de jardim, possibilitando maior contato com a natureza;
Pilotis – eliminou o porão, muito utilizado até aquele momento e subiu a estrutura da casa, apoiando-a nos pilares e conformando o espaço do pilotis;
Esquadrias livres – passam a ocupar as fachadas de fora a fora da parede, podem ser na horizontal possibilitando ver toda a paisagem; o ideal são várias faixas horizontais que dominam a paisagem;
Grandes aberturas – melhor aproveitamento da luz natural em função das grandes aberturas de vidro.
Oscar Niemeyer:
Sua principal preocupação era a funcionalidade. As edificações eram projetadas para serem usadas. Definiu a arquitetura como o jogo correto e magnífico dos volumes sob a luz, fundamentada na utilização dos novos materiais: concreto armado, vidro plano em grandes dimensões e outros produtos artificiais. Uma de suas preocupações constantes foi a necessidade de uma nova planificação urbana, mais adequada à vida moderna. Suas ideias tiveram grande repercussão no urbanismo do século 20. Foi o autor do Plano Obus, para reurbanizar Argel, capital da Argélia, e de todo o planejamento urbano de Chandigarh, cidade construída na Índia para ser a capital do Punjab.
Le Corbusier introduziu através de sua teoria, os cinco Princípios Arquitetônicos. São eles:
Planta livre – que consiste numa planta sem pré-definição de ‘espaços’, onde só são projetados os pilares; a planta não precisa seguir a estrutura e conforma o espaço independentemente;
Teto terraço – para Le Corbuiser, o telhado era um espaço arquitetônico desperdiçado, em função disso, o arquiteto criou uma laje que se estrutura e possibilita o aproveitamento do terraço como uma área livre, composta de jardim, possibilitando maior contato com a natureza;
Pilotis – eliminou o porão, muito utilizado até aquele momento e subiu a estrutura da casa, apoiando-a nos pilares e conformando o espaço do pilotis;
Esquadrias livres – passam a ocupar as fachadas de fora a fora da parede, podem ser na horizontal possibilitando ver toda a paisagem; o ideal são várias faixas horizontais que dominam a paisagem;
Grandes aberturas – melhor aproveitamento da luz natural em função das grandes aberturas de vidro.
Oscar Niemeyer:
A obra de Oscar Niemeyer representa uma das mais fortes imagens do
processo de modernização brasileira no século 20. Sua arquitetura formulou a primeira realização
de maturidade cultural do país com ampla difusão no exterior. Como deixou claro o
crítico Mário Pedrosa, a arquitetura foi o carro chefe do processo de
modernização no Brasil, devido, sobretudo, à ação de Niemeyer. A
irrupção da bossa nova e das vertentes concretistas nas artes plásticas e
na poesia, como marcas de um Brasil moderno, seguem a esteira da
arquitetura, já mais do que consolidada no fim dos anos 1950, selada
pela construção de Brasília. Explorando de modo radical a plasticidade
escultórica do concreto armado, Niemeyer se contrapôs aos ditames do
funcionalismo europeu mais estrito. A invenção formal é a marca da sua
arquitetura. Niemeyer retira a impressão de peso e esforço estrutural de
seus edifícios. Resultam daí formas inusitadas que parecem pousar no
chão miraculosamente, atingindo um ideal de "graça" longamente
perseguido na história da arquitetura: a associação entre leveza e
gratuidade.
Com a beleza e o impacto de seu espelho d´água, de suas curvas, da Casa do Baile, do Cassino, do Iate Clube e da Igreja de São Francisco de Assis com seus painéis de Portinari, o complexo da Pampulha se destaca na paisagem de Belo Horizonte. A criação múltipla de Oscar Niemeyer, Burle Marx e Portinari dá o passo promissor para o futuro quando a capital mineira ainda era uma cidade carente de algo que a firmasse de vez como uma das grandes metrópoles do país.
Entre 1942 e 1944 ocorreram as obras, a pedido de Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, com o objetivo de tornar a cidade de vanguarda mundial, além de desenvolver novas áreas mais afastadas do centro da cidade. No projeto encomendado por Juscelino, havia um conjunto de edifícios em torno do lago artificial que seria criado. Em torno da Lagoa haveria um Cassino, uma Igreja, uma Casa de Baile, um Clube e um Hotel. À exceção do hotel, o conjunto se concretizou com a inauguração em maio de 1943.
Talvez a principal obra do complexo da Pampulha, a Igreja São Francisco de Assis, mais conhecida como Igreja da Pampulha seja um local a parte, com bastante originalidade na arquitetura. Emoldurada pelas águas da lagoa, a igrejinha reúne as genialidades do arquiteto Oscar Niemeyer, do paisagista Burle Marx e do pintor Cândido Portinari em suas paredes. Essa combinação gerou a construção em linhas curvas totalmente revestidas por azulejos azuis tais quais os clássicos portugueses e pelos painéis que retratam a Via Sacra e a imagem de São Francisco.
No entanto, a modernidade de suas curvas causou um forte impacto na sociedade à época. As autoridades eclesiásticas não permitiram de imediato a consagração da capela devido à sua forma nada convencional para uma igreja, e ao painel de Portinari, onde se vê um cachorro representando um lobo junto a São Francisco de Assis. Por quase uma década e meia foi proibido o culto na igreja. Seu interior abriga a Via Sacra, constituída por 14 painéis de Cândido Portinari, considerada uma de suas obras mais importantes. No exterior estão belos jardins, assinados por Burle Marx.
Outro edifício importante do Conjunto da Pampulha é o antigo cassino, atual Museu de Arte Moderna, primeiro prédio do conjunto a ser construído. De imediato à sua inauguração, o cassino da Pampulha passou a receber pessoas de todo o país, transformando assim o cenário da noite belo-horizontina. Grandes artistas, renomados no Brasil e no exterior, que já haviam atuado nos Cassinos da Urca no Rio de Janeiro e no Palácio Quitandinha de Petrópolis vieram a Belo Horizonte.
Os tempos de glória do Cassino da Pampulha, porém, duraram pouco. Em abril de 1946, o governo do presidente General Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo em todo o Brasil. Após alguns anos de abandono, o cassino passou a funcionar como museu a partir de 1957. Em seu acervo, o destaque maior são obras da arte contemporânea brasileira. Exposições de artistas renomados como Guingnard, Camile Claudet, Salvador Dalí, Pablo Picasso entre outros, já aconteceram no museu.
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