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(Visita em 14 de maio de 2016)
Uma das obras de Niemeyer na Pampulha, servia como residência de fim de semana para Juscelino Kubitschek quando este era prefeito de Belo Horizonte. Atualmente a casa foi restaurada transformada em museu, possuindo um memorial da construção da Pampulha. O museu foi criado para mostrar a história de uma casa modernista por meio de espacializações, objetos e
estímulos sensoriais. A ideia é ampliar a experiência do visitante em
relação aos modos de habitar dos anos 1940, 1950 e 1960, período da consolidação do pensamento modernista em Minas Gerais.
A entrada do museu é um agradável jardim de Burle Marx que leva à entrada da casa e à garagem, onde fica o memorial. É interessante o uso de mapas, fotos e mídias digitais para mostrar a transformação que ocorreu na cidade devido a enorme obra que foi a construção da lagoa da Pampulha. Dentro da casa é perceptível algumas relações que ocorriam nela através de sua forma. Todas as áreas de entrada de funcionários (cozinha, banheiro da suíte) são pela parte de trás da casa, o que deixa claro como era dividido o espaço pelos moradores e funcionários, eles deveriam se encontrar o mínimo possível. A suíte é conectada internamente a um quarto de solteiro (provavelmente de um filho do casal) o que hoje já não é mais comum. As áreas sociais ficam viradas para a frente da casa tendo a vista do jardim.
Fora alterações necessárias, como o elevador para acessibilidade, o museu é bem fiel ao clima modernista, cumprindo bem o proposto. É uma visita bastante proveitosa e importante para quem deseja conhecer o complexo da Pampulha e sua história.
- 11:12:00
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Um dos grandes dilemas de um arquiteto ou estudante de arquitetura é como representar suas ideias de forma eficiente e fácil de ser entendida. Atualmente é possível criar representações que enganam e passam por reais, mas isso é principalmente através de imagens, fotografias de casas e prédios que não existem. Quando pensamos em representar todas as sensações que um ambiente pode passar não estamos falando apenas de visão. Estamos em um lugar significa ter estímulos de todos os sentidos e esses estímulos variam bastante com o tempo, proporcionando sensações diferentes em um mesmo lugar em momentos diferentes. A experiência que fizemos no parque municipal é um exemplo. Antes de ir lá nós "conhecemos" os arredores percorrendo através de Google StreetView, que é uma forma de representação bastante eficiente. Já quando chegamos fisicamente ao local a sensação é outra. Além de mais completa é bem mais mutável. Uma simples brisa já cria uma experiência nova e muito mais complexa do que a que acontece através da representação. Estar no lugar já o muda, pois antes ali não havia a nossa presença, o que afeta quem observa e caminha pelo espaço.
Em um ponto da discussão que fizemos pontuaram sobre o que aconteceria se houvesse uma maneira de se fazer presente no espaço e ter todas as sensações imediatas que acontecem nele sem estar fisicamente lá. Com a quantidade de tecnologias que o ser humano tem é possível pensar em algo do tipo e suas utilidades. Entretanto, isso desafia a nossa atual concepção de realidade. Algo assim poderia ser usado para criar realidades alternativas e ser uma ferramenta precisa para criação de representações. A questão levantada é, se temos algo que é idêntico à experiência pessoal, para que a própria nos serviria.
Em um ponto da discussão que fizemos pontuaram sobre o que aconteceria se houvesse uma maneira de se fazer presente no espaço e ter todas as sensações imediatas que acontecem nele sem estar fisicamente lá. Com a quantidade de tecnologias que o ser humano tem é possível pensar em algo do tipo e suas utilidades. Entretanto, isso desafia a nossa atual concepção de realidade. Algo assim poderia ser usado para criar realidades alternativas e ser uma ferramenta precisa para criação de representações. A questão levantada é, se temos algo que é idêntico à experiência pessoal, para que a própria nos serviria.
- 08:09:00
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- 07:33:00
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Aqui estão o modelo no SketchUp do local da intervenção do grupo que participei e meus croquis do local (que posteriormente foram usados para testar a localização da trama criada).
- 07:33:00
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Vídeo do objeto interativo do Matheus:
Gostei que já logo na apresentação do assunto do vídeo o Matheus usou o seu objeto, dando ideia do seu funcionamento. Dessa forma ele pôde economizar o tempo que usaria se fizesse uma introdução escrita, deixando o vídeo bem sucinto. No geral ele conseguiu apresentar e exemplificar o uso de seu objeto muito bem e sem rodeios. A linguagem do vídeo é interessante e antes de se tornar cansativa já consegue passar todas informações necessárias.
Vídeo do objeto interativo da Flávia:
A Flávia foi bem sucedida em deixar claro o uso do seu objeto interativo no vídeo e foi interessante ver as pessoas interagindo com ele. Talvez alguma informação além de só o uso poderia deixar o vídeo mais interessante pois, como possui essa informação sendo repetida, ele se torna cansativo.
- 07:33:00
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Abaixo estão os conceituadas algumas formas de ocupação do espaço:
Parkour:
Atividade recreativa e esportiva, praticada em áreas urbanas ou rurais,
que consiste em deslocar-se o mais rápida e eficientemente de um ponto a outro
usando habilidades atléticas para superar os obstáculos.
Deriva:
Quem deriva terá no entanto todo o interesse em traçar um mapa do seu
percurso. Esse mapa ilustrará anotações que servirão para compreender os
motivos que o leva a seguir este ou aquele caminho: virando à direita ou à
esquerda e não seguindo em frente, parar em certa praça e não em outra, perceber
em suma por que razão a mente induz sensações agradáveis ou desagradáveis. Tem
a teoria em vista transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Na
prática, consiste em construir ou reconstruir um espaço em que todos os
habitantes são agentes construtores e em que a cidade é vista como um todo.
Flaneur:
Uma pessoa que anda pela cidade a fim de experimentá-la. A percepção do
flaneur parece se dar diante daquilo que é transitório na cidade, mas ele não
simplesmente lamenta-se a respeito da transitoriedade, ele se alimenta dela,
ele formula uma espécie de abrigo no ventre da caótica urbanidade – bem
entendido, caótica para os citadinos, não para os gerenciadores políticos da
nova ordem social – tecendo uma narrativa dos atrativos da cidade, numa espécie
de reconhecimento do apelo erótico das coisas e das pessoas no contexto dos
desencontros modernos. O flaneur atende, inicialmente, a uma necessidade
individual burguesa de sobrepor-se à aristocracia e irá tornar-se um
instrumento das próprias massas, devido ao protagonismo das mesmas no gênero
inaugurado pelo observador da cidade.
Rolezinhos:
Os rolezinhos são encontros marcados pela internet por adolescentes. No
começo, os eventos eram convocados por cantores de funk, em resposta a um
projeto de lei que proibia bailes do estilo musical nas ruas da capital
paulista. Incomodados com a multidão de jovens cantando refrões de funk
ostentação nos corredores, a direção de seis shoppings paulistanos tiveram o
respaldo de decisão judicial para fazer a triagem de clientes. A repressão
policial aos participantes também gerou repercussão. Os eventos continuam a ser
promovidos, mas agora por todo o país, como forma de protesto contra o
preconceito e segregação social.
Flash Mob:
Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público
para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se
dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se
aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação
social.
- 07:32:00
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